Fonte: Mídiamax
Pouco mais de 20 acadêmicos de vários cursos da Uniderp/Anhanguera fizeram um protesto contra o descaso que a instituição está tratando os acadêmicos. As reclamações vão desde constrangimentos ilegais, como cobranças indevidas, suspensão de entrada de alunos e burocracia na resolução de problemas.
Os estudantes reivindicavam melhorias na Central de Atendimento, onde o tempo mínimo de espera gira em torno de uma hora, melhoria no sistema que gere as informações individuais dos acadêmicos e o polemico problema com as catracas de acesso.
Um dos organizadores do ato, o acadêmico do sexto período de Direito, Matheus Almeida disse a reportagem do jornal Midiamax que várias vezes foi barrado na catraca da universidade, mesmo estando matriculado e com os pagamento das mensalidades em dia. Por várias vezes ele foi até a central de atendimento, mas não dava resultados, foi então que ele se reuniu com outros estudantes que estavam passando pelo mesmo problema e marcaram o ato.
“Fazia duas semanas que começaram as aulas, sempre fui paciente e esperava o cara passar o cartão dele ou liberar a entrada depois que todos entram, mas perdi a paciência. O cara (porteiro) me barrou e ligou pra central e eles não atenderam. Fiquei muito bravo, fui direto na central de atendimento falar com a responsável e falei que era o último dia que eu tinha perdido meu tempo na entrada e que era pra eles resolverem esse problema logo, se não, eu ia pular a catraca”, conta o acadêmico.
De acordo com Matheus, o problema é recorrente não apenas com ele e sim com vários alunos da instituição. "Esses alunos que estão se sentindo prejudicados e por isso marcamos para hoje, uma manifestação pedindo melhor atendimento e soluções para os problemas enfrentados pelos alunos.
Após a manifestação um grupo de acadêmicos foi convidado para se reunir com a vice-reitora. A administração da instituição solicitou todas as reclamações dos acadêmicos em uma lista que ficou de ser protocolada pelos acadêmicos nesta sexta-feira e o prazo para resolução dos problemas centrais, como sistema acadêmico e o atendimento na central de relacionamento da universidade seria de um mês.
Outros Casos
O acadêmico do curso de engenharia da computação, Gabriel Carneiro Novaes, que já apresentou a monografia e cursa apenas duas matérias que estão pendentes, reclama que tem sido impedido constantemente de assistir as aulas.
Gabriel relatou a reportagem do Midiamax que no último dia 7 de agosto foi à universidade realizar o requerimento de retorno ao curso de engenharia da computação para fazer as matérias que ele ainda deve e teve que esperar na fila quase três horas para ser atendido.
Mesmo tendo dado a entrada no processo de matrícula nas disciplinas pendentes, o nome dele não foi lançado como matriculado e todos os dias ele tem que pegar uma permissão de visitante para poder assistir as aulas.
Após alguns dias, Gabriel retornou a entrar em contato com a central de atendimento da instituição, que informou pelo telefone que não havia nenhum protocolo ou pedido e solicitou que ele comparecesse novamente à central, onde ele realizou novamente o requerimento de matricula nas disciplinas.
Segunda-feira, o estudante foi mais uma vez barrado nos portões da instituição, sem um cartão provisório de entrada, ele foi novamente à recepção onde a atendente impediu o acesso à sala de aula, alegando que ele não era visitante e não estava matriculado para entrar na universidade.
Nervoso e com um tom mais agressivo o estudante exigiu a presença da coordenadora do curso para tentar resolver o problema. Ele foi junto de uma funcionária da coordenação do curso até central de atendimento, mas a responsável pelo setor não se encontrava.
Restrição de crédito ilegal
De acordo com Gabriel, no dia 18 de agosto ele foi tentar realizar um empréstimo no Banco do Brasil, e foi surpreendido com uma dívida junto a Uniderp/Anhanguera, que teria colocado o nome dele no Serasa.
O estudante foi até universidade, esperou quase duas horas para ser atendido na central de atendimento. Ao explicar o caso da negativação de crédito junto ao Serasa, ele argumentou que nunca teve problemas de crédito junto à instituição, tanto é, que cursou todos os anos sem nenhuma restrição. No entanto, a atendente reforçou que ele tinha uma dívida com a universidade R$ 598 desde o ano de 2006. Após nova consulta, a atendente reconheceu o erro e disse que iria solicitar a baixa do nome dele no sistema de proteção ao crédito. A ação foi registrada segundo o estudante com protocolo número 1080619.
Gabriel contou a reportagem do Midiamax, que depois desta peripécia toda, tentando solucionar o problema, se sente arrependido de ter estudado na instituição. "Depois que Anhanguera comprou a Uniderp, tudo piorou, salas cheias, mau atendimento, incompetência e por ai vai. E hoje? tenho aula, como será? Hoje não sei. O que mais me deixa triste, é saber que me formarei pela Anhanguera, e que tenho que pagar até 2015 o financiamento estudantil (FIES) – Fianancimento público da Caixa Econômica Federal para estudantes cursarem o ensino superior em instituições privadas - ", lamenta o estudante.
A Unaes, outra instituição de ensino superior da Capital, que também pertence ao grupo Anhanguera foi condenada este ano a pagar R$ 5 mil para uma aluna por danos morais, ação que foi movida ainda na antiga adminstração da instituição, antes da entrada do Anhanguera.
A estudante estava no 2º semestre em 2006 quando, por forças maiores deixou de pagar três mensalidades. Ela entrou em negociação com a universidade para evitar prejuízos com rescisão do contrato e restrição de seu nome em órgãos de crédito.
Após fazer a negociação a aluna tentou parcelar um pacote turístico em uma agência, mas foi informada de que o seu nome estava inscrito no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
O desembargador, Paschoal Carmello Leandro manteve a decisão de 1ª instância, considerando como prática de ato ilícito da Unaes e que a instituição de ensino deveria compensar a aluna que foi lesada. Paschoal entendeu “que a indenização arbitrada em primeira instância é suficiente para compensar o sofrimento suportado pela autora, motivo pelo qual deve ser mantida no mesmo patamar”.
Uniderp
Por meio da assessoria de imprensa, a Uniderp Anhanguera informou que os problemas estão sendo solucionados. Os estudantes que estão regularmente matriculados, mas estão com cartões com defeitos devem procurar a central de atendimento e solicitar um cartão provisório para frequentar às aulas até a troca dos cartões de entrada danificados.
Ainda de acordo com a instituição, no final do semestre passado foi avisado por meio de cartazes e emails que os cartões de entrada que apresentassem defeitos deveriam ser trocados por um provisório na central de atendimento.
Já o caso do Guilherme, a assessoria de imprensa informou que ele ainda não está matriculado porque ele solicitou a reabertura de matrícula, processo onde o currículo dele deveria passar por uma avaliação para que posteiormente ele pudesse freqüentar as aulas, e por isso houve a demora na liberação do contrato de matrícula que ficou pronto hoje.

Realmente situações revoltantes para nós acadêmicos, mas se a instituição nao resolve na diplomacia, vamos divulgar mesmo pra que todos saibam a realidade nua e crua. Viva a liberdade de expressão!!!
ResponderExcluir